Quem você é quando ninguém está olhando

Já parou para pensar quem você é quando ninguém está olhando? Quais são as coisas que você realmente gosta de fazer e como realmente gostaria de viver?

quem é você quando ninguém está olhando

Parece uma pergunta profunda, né? E aposto que você pode ter dado algumas respostas genéricas. Mas aposto que não é a resposta certa. Você pode dizer a sua profissão, os seus gostos musicais e interesses, mas na realidade essa não é você.

Nós moldamos uma personalidade para conviver em sociedade. Percebo que muitas pessoas se comportam de acordo com o ambiente em que vivem, mas a maioria sempre está com a sensação de que não se encaixa e precisa o tempo inteiro de validação externa para continuar nesses ambientes e conviver com essas pessoas.

A maioria das pessoas não tem personalidade, pode até dizer que tem. Mas não tem. Por que se você é de um jeito para receber aprovação então esse não é o seu verdadeiro jeito.

Existiam coisas que eu amava fazer quando criança e, sinceramente, eram coisas que eu realmente tinha prazer em fazer. E muitos podem dizer que criança faz o que vê adulto fazendo. Mas, prefiro pensar que criança faz o que gosta de fazer.

Quando criança, amava matemática, e ninguém da minha família materna era bom nisso. Porém, eu era fera e adorava fazer cálculos, vivia repetindo e repetindo. Além disso, eu amava histórias; gostava de filmes e livros e também pensava que era boa escrevendo.

Quando a gente cresce, para de fazer o que gosta e começa a fazer o que é necessário. Eu amava fazer calculo, mas na faculdade eu me decepcionei com as minhas notas em matematica e mesmo gostando não via futuro ali. Mas eu ainda amava escrever e sei que ainda amo. E vou te explicar, o motive de eu não amar matemática.

Quando eu fracassei ou quase fracassei em matemática, não pensava só em mim. Pensava no fato de que não seria mais considerada boa em matemática; a verdade é que a facilidade para cálculos aumentava meu ego e fazia eu me sentir inteligente, e as pessoas enxergavam isso em mim. Por isso, quando fracassei, pensei: o que vão dizer de mim? Que eu não sou tão inteligente assim?

Já com a escrita, posso afirmar que eu amo, porque quando todo mundo criticou, eu continuei escrevendo; quando me falaram que não tinha sentimentos nos meus textos, eu continuei escrevendo; quando não dava dinheiro, eu continuei escrevendo; e quando deu dinheiro, eu continuei lá. Aí eu comecei a perceber que, mesmo sem agradar, eu continuava fazendo aquilo.

O que posso dizer é que, mesmo quando ninguém está olhando, mesmo quando ninguém vê, eu ainda sinto vontade de escrever.

Quando eu criei o blog, eu não escrevia para pessoas, eu escrevia para mim, pois me achava boa naquilo e não precisava da aprovação de ninguém.

Por isso, gostaria que você pensasse: O que eu seria e faria se ninguém estivesse olhando, mesmo se fracassasse, mesmo que não te desse uma renda, mesmo que ninguém soubesse? E essa é a resposta do que você nasceu para fazer.