A crença do não merecimento e a insegurança estão te impedindo de mudar sua vida

Se você acha que não merece as coisas e se sente inseguro de assumir responsabilidades e de fazer coisas que tem vontade. Esse post é para você.

Por muito tempo eu deixei a minha vida travar, deixei de fazer coisas por medo. Porém, nunca pensei que esse medo estivesse ligado à insegurança e a crença do não merecimento. Isso, porque eu achava que não iria conseguir ou que não era boa o suficiente.

Mesmo sabendo muito sobre uma coisa, eu ainda tinha medo de errar. E isso me leva para fase em que eu estava na escola.

Tudo começou na escola

Nos primeiros anos de escola, até a sexta série, eu me via incrível. Tinha autoestima elevada, era a melhor aluna da sala. E não tinha problema algum com timidez.

E inconscientemente eu manifestava tudo que eu queria na minha realidade. Eu praticava lei da suposição sem nem saber. Pois, eu pensava em algo e a coisa acontecia, e na pré-adolescência a gente acredita em tudo. Por isso eu sempre falava que tudo que eu queria eu tinha.

Me lembro da minha vida ser boa, dentro dos limites das coisas que eu desejava ter. Estudava por prazer, gostava de estudar, gostava de ser a primeira da classe e me sentia feliz.

Porém, em uma das primeiras vezes que sofri bullying, o motivo foi por gostar de estudar, por ser “a certinha” da turma. E aconteceram coisas que me fizeram mudar de escola.

A mudança de escola me deixou tímida e insegura

Sair de uma escola, para outra completamente diferente. Sem amigos, sem ninguém conhecido, com dinâmicas e dificuldades diferentes, me tornou insegura.

E para piorar eu comecei a ver o que era bullying de verdade. Me vi em uma situação em que não me sentia segura. E isso me travou.

Quando mudei dessa escola, anos depois eu recuperei um pouco dessa segurança e as coisas melhoraram. Resolvi que era hora de mudar, e na faculdade eu virei outra pessoa, na verdade eu voltei a ser quem eu era na infância.

A faculdade

Voltei a ser uma menina segura, extrovertida, que fala com todo mundo e faz amizades por onde passa. Aprendi a estabelecer limites, mas nem tudo são flores. Eu ainda tinha algumas inseguranças e por um tempo eu foquei em não ligar.

Eu sabia que eu merecia tudo que eu conquistava, mas me sentia insegura. Me lembro do quão orgulhosa eu dizia que era blogueira. E mesmo quando as pessoas zoavam ou fazia chacota eu não me importava.

Depois que eu me formei, as coisas começaram a mudar. Dizer “sou blogueira” virou sinônimo de julgamento ao invés de orgulho. As pessoas não entendiam porque eu não estava trabalhando com o que me formei.

E até semana passada eu não conseguia entender que isso me afetava profissionalmente. Eu passei a ver o blog como algo menor. E parei de ficar tentando explicar para as pessoas que ter um site é um trabalho.

“Por que você não trabalha com o que se formou?”

“Por que você não trabalha?”

Eu cansei de ter que falar mil vezes que eu já trabalhava. E me sentia insegura em falar sobre o meu trabalho, parece que as pessoas te acham menor. Mesmo tendo graduação, pós-graduação e conhecimento em muitas áreas. Muita gente nem considera isso um trabalho.

A desvalorização

Ouvi várias pessoas dando palpite, me mandando link de concurso. E eu até entendia que na minha fase concurseira isso era legal. Mas depois de falar que eu não faria mais concurso e que iria me dedicar ao Blog as pessoas ainda assim continuaram insistindo.

Mas, a verdade é que muita gente não sabe o trabalho real que é ter um site. E eu me sentia insegura, por ter que ficar explicando. E apesar de achar que não me afetava. Em busca do meu despertar e autoconhecimento eu percebi o quanto isso afetava a minha vida.

Mas onde entra a crença do não merecimento?

As pessoas podem até negar, julgar quem vive assim. Mas a verdade que a maioria gostaria de trabalhar de casa ganhando dinheiro. Imagine poder trabalhar na hora que deseja, dormir e continuar ganhando dinheiro, ter flexibilidade de horários. Todo mundo gostaria de viver assim, mas vão te criticar porque você consegue.

Eu não estou me gabando por isso. Mas nos ultimos tempos eu comecei a achar que não merecia. Comecei achar que eu tinha que conseguir ter mais visitas, ganhar mais dinheiro e provar para as pessoas que eu consegui. Porque parecia que eu estava vivendo algo que não merecia.

Comecei a me culpar por ter uma vida tão flexível. Mas as pessoas não sabem do quanto eu tive que abrir mão para viver essa vida, que ainda não é o que sonhei.

Eu só queria descansar

Sempre fui uma boa aluna, e me esforçava para ser. Mas odiava acordar cedo, andar até a escola. Na faculdade eu estudava a noite e melhorou um pouco. Até precisar estagiar para ter dinheiro e voltar a uma rotina de compromissos.

Um dia eu desejei ter uma vida onde eu pudesse acordar na hora que quisesse, trabalhar na hora que eu me sentisse inspirada. E poder viajar e ter essa flexibilidade de poder trabalhar em qualquer lugar do mundo.

E se eu vivo a vida que tenho hoje, foi porque eu desejei. Mas eu só estava cansada, mentalmente, fisicamente e tudo que eu queria era descansar o cansaço que eu sentia na infância.

Ontem vi um vídeo de uma garotinha, que reclamava sobre começar a ir para terapia pela manhã, já que estudava a tarde e tinha reforço a noite.

E eu simplesmente, entendi o que ela sentia. Porque eu sentir isso por muito tempo, e eu sei o quão cansada eu estava.

Você pode achar que a vida de todo mundo é assim, que tem que se esforçar para ter as coisas na vida. Mas na verdade todo esse esforço pode te transformar em um adulto cansado e frustrado. Que não faz nada por amor.

Por muito tempo eu desejei poder descansar, então eu mereço esse descanso. Pode ser que daqui à um tempo eu mude de ideia. Mas eu mereço viver de blog, fazendo o que amo.

Escrevendo e me sentindo feliz por isso. Acordando na hora que me dê na telha e ter orgulho disso, sem me importar com o que as pessoas dizem. Por isso, hoje eu volto a dizer com orgulho eu trabalho com blog.

imagem de mulher feliz por trabalhar com blog

“E se os blogs acabarem?”

Não vão acabar, e nesse momento eles ainda estão bombando e é só isso que importa para mim.